Artur Azevedo

(7 July 1855 - 22 October 1908 / Maranhão)

Eterna Dor


Já te esqueceram todos neste mundo...
Só eu, meu doce amor, só eu me lembro,
Daquela escura noite de setembro
Em que da cova te deixei no fundo.

Desde esse dia um látego iracundo
Açoitando-me está, membro por membro.
Por isso que de ti não me deslembro,
Nem com outra te meço ou te confundo.

Quando, entre os brancos mausoléus, perdido,
Vou chorar minha acerba desventura,
Eu tenho a sensação de haver morrido!

E até, meu doce amor, se me afigura,
Ao beijar o teu túmulo esquecido,
Que beijo a minha própria sepultura!

Submitted: Monday, June 04, 2012
Edited: Monday, June 04, 2012

Do you like this poem?
0 person liked.
0 person did not like.

Read this poem in other languages

This poem has not been translated into any other language yet.

I would like to translate this poem »

word flags

What do you think this poem is about?

Comments about this poem (Eterna Dor by Artur Azevedo )

Enter the verification code :

There is no comment submitted by members..

Trending Poets

Trending Poems

  1. Still I Rise, Maya Angelou
  2. The Road Not Taken, Robert Frost
  3. Alone, Edgar Allan Poe
  4. Fire and Ice, Robert Frost
  5. Dreams, Langston Hughes
  6. Annabel Lee, Edgar Allan Poe
  7. If, Rudyard Kipling
  8. I Know Why The Caged Bird Sings, Maya Angelou
  9. Do Not Go Gentle Into That Good Night, Dylan Thomas
  10. If You Forget Me, Pablo Neruda

Poem of the Day

poet Richard Lovelace

Tell me not (Sweet) I am unkind,
That from the nunnery
Of thy chaste breast and quiet mind
To war and arms I fly.

True, a new mistress now I chase,
...... Read complete »

   
[Hata Bildir]