Carlos Aragao (10-17-1959 / Brazil)
Confissão.
Não te conheço,
E já te amo desde sempre...
Não passas de uma mentira,
E assim mesmo te creio...
E já não posso,
Por meu deus,
Te dar meu perdão.
Me encontrei,
Nesta dimensão do nada,
Entre você e o que sou,
Me perdi entre sonhos,
E a realidade do que não eres,
Do que jamais serás...
Me perdi, num sonho do que podia ter sido,
Entre a realidade do que fostes,
E a mentira do que eres...
Mas sigo negando, desde sempre,
Este amor que te tenho,
Cheio de dor, fatalidade e saudade,
Por mim, por você, e quem mais for...
Porque negar a mim mesmo,
A felicidade,
E nada mais que pura rotina,
Porque a felicidade para mim,
E um prazer que não permito,
Um fruto proibido,
Um jogo de pura sorte.
Mas sigo eventualmente,
Te amando,
E te pedindo dia após dia,
Que me perdoes por tudo aquilo que nao fomos,
Pela vida que não tivemos,
Pela alegria que nos negamos,
Pelo toque que não aconteceu,
E o beijo que nos condenou.
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